Tem algumas manias que realmente não sabemos de onde tiramos. Uma das minhas manias é somar números e ver o número que vai dar. Para quê? Sei lá, pra nada, pois não entendo nada de numerologia. Bem, mas pode ser um dos projetos para 2014: estudar numerologia.

Bem, mas o negócio é o seguinte: 2014 está chegando! E eu, claro, já somei todos os números. Então vamos lá: 2 + 0 + 1 + 4 é igual a 7. E daí? E daí que fui procurar saber sobre o 7! Bem, nos meus estudos verifiquei que o 7 é um número místico por excelência, misterioso (adoro mistérios), aritmeticamente “esquisito” e, principalmente, prestem bem atenção: é um número considerado  o número da Criação. Sendo a soma de 3 (Trindade Divina), mais 4 (quatro elementos do número físico), o 7 surge como a união do homem com Deus. Isso está mais ou menos implícito na estrela de Salomão, onde dois triângulos se cruzam: um ascendente e outro descendente. As seis pontas, mais o ponto central, somam o sete místico, simbolizando a união do céu e da terra, do bem e do mal, do divino e do humano.  São sete selos de São João: simbologia numerológica do Apocalipse. A força do número 7 está também na bíblia com centenas de exemplos de poder. No livro da Gênesis encontramos o sete como número da Criação:

“ No primeiro dia Deus criou a luz, separando-a das trevas; no segundo dia Deus criou a abóbada celeste, separando as águas de cima das águas de baixo; no terceiro, criou a terra firme, separando-a das águas, e espalhou nela a vegetação; no quarto, criou o Sol, a Lua e as estrelas; no quinto dia criou os peixes, os monstros marinhos e os pássaros; no sexto, criou os animais, os répteis e o homem; e, no sétimo dia, Ele descansou. “

Assim, desde a criação do mundo, um tempo foi imprimido ao ritmo universal quando Deus decidiu que a semana teria sete dias e não cinco ou dez. Como disse Ray Bradbury, “Os sete dias estão inscritos em nosso sangue em letras de fogo. . .“. Ao mesmo tempo, Deus dedicou o sétimo dia ao descanso. O sétimo dia é sagrado.

O padre-nosso cristão e a simbologia do sete

São sete as ciências naturais, são sete as virtudes, são sete os pecados capitais, assim como são sete os sacramentos, as notas musicais, os gênios persas, os arcanjos judaico-cristãos.

No próprio cristianismo vamos encontrar o sete na base da sua principal oração. O padre-nosso inicia com uma invocação e termina com uma dedicatória. Entre o princípio e o fim vamos encontrar sete petições:

1- Santificado seja o Vosso nome;

2 – Venha a nós o Vosso reino;

3 – Seja feita a Vossa vontade, assim na Terra como no Céu;

4 – O pão nosso de cada dia nos dai hoje;

5 – Perdoai as nossas dívidas assim como perdoamos aos nossos devedores;

6 – Não nos deixeis cair em tentação;

7 – Livrai-nos do mal.

Como vemos, das sete petições presentes no padre-nosso as três primeiras são dirigidas a Deus e as quatro seguintes ao homem. Isso nos remete a um outro mistério que cerca o número sete enquanto número da Criação. O sete é a junção do 3 (divino) e do 4 (físico e humano).

Anteriormente, no Livro da Gênesis, víramos que Deus, ao criar o mundo, dedicou os três primeiros dias à criação dos “campos” onde as criaturas agiriam nos quatro dias restantes.

Essa divisão é válida e pode ser observada na maioria dos exemplos onde o sete servir de base. Nas sete virtudes, três são sobrenaturais (fé, esperança, caridade) e quatro são cardeais (prudência, justiça, fortaleza e temperança). Os sete pecados capitais se dividem em três que pertencem ao espírito (soberba, ira, inveja) e quatro que pertencem ao corpo (luxúria, gula, avareza e preguiça). Dos sete sacramentos da igreja católica, três se referem a vida espiritual (batismo, confirmação, eucaristia) e os quatro restantes referem-se á vida mundana (penitência, ordem, matrimônio, extrema-unção). Portanto, para entendermos totalmente o significado do número sete, temos que analisar anteriormente os números 3 e 4, ou seja, o ternário e o quaternário.

 

A Trindade Divina é uma parte do sete

  Na Grécia antiga, entre os pitagóricos, o 3 era considerado o número perfeito por ter princípio, meio e fim. Por essa razão, o 3 era considerado o símbolo do divino.

O círculo da eternidade, com os triângulos superior (Deus) e inferior (homem) tendendo para direções opostas, uma vez que estão em luta constante. Resolvido este impasse, o homem reconhecerá que o seu Eu, seu Centro (ponto central), é o mesmo que o de Deus.

Os gregos tinham ainda três destinos, três fúrias e três graças. Os deuses eram sempre representados com um triplo instrumento de poder: o tridente de Netuno, o raio triplo de Júpiter. Os antigos imaginavam o mundo composto de três partes: céu, terra e subsolo. Assim, o homem tinha que ser dividido em três partes, a saber: corpo, alma e mente. A mente se subdivide em consciente, subconsciente e superconsciente (ego, superego e id).

Porém, o uso mais claro do poder divino do número três é a descrição que normalmente se faz da divindade como sendo trina. No dogma cristão esse aspecto aparece quando se afirma que Deus é Um na essência mas possui três aspectos distintos, ou seja, Pai, Filho e Espírito Santo. Entre os nórdicos a divindade também possuía o seu aspecto triplo: Har, Janfar, Thridi.

Entre os babilônicos; Anu era o deus-chefe da trindade composta ainda pon Enlil e Ea. Entre os egípcios, a trindade divina seguia o protótipo de uma outra espécie: pai-mãe-filho, ou seja, Osiris, Isis e Hórus. Entre os etruscos, Tina, Cupra e Menrva apareciam sempre juntas e representavam o fogo, a fertilidade e a sabedoria.

Jachin e Boaz, os dois legendários pilares do Templo de Salomão. Entre ambos, os sete pilares do tabernáculo, representando os sete planetas da astrologia tradicional (gravura rosacruz).

 Quanto aos hindus, todos sabem que eles adoravam separadamente as três divindades distintas: Brahma, Siva e Vishnu. Porém, a primeira lição ensinada aos discípulos na iniciação aos mistérios profundos era de que esta separação é ilusória, sendo que os três representam aspectos do Uno.

Três é, portanto, o número das forças da Criação. Essas forças são representadas por dois pólos que se opõem e um terceiro fator de interação e equilíbrio. Nesse sentido, o símbolo real da divindade é o triângulo eqüilátero. Ora, colocando-se um triângulo com um dos vértices voltado para cima (símbolo do superior) sobre um triângulo com um dos vértices voltado para baixo (símbolo do inferior), teremos a estrela de Salomão. Colocando-se um ponto no centro dessa estrela (ou um círculo á sua volta) teremos novamente o número sete, simbolizando aqui o encontro do homem com Deus.

Vejamos agora o significado do número 4, ou seja, do quaternário.

Desde a mais remota antigüidade o quatro sempre foi considerado o número do mundo físico. A primeira e mais racional das explicações para esse fenômeno diz que o mundo físico é composto por quatro elementos: terra, ar, água e fogo. A outra explicação é que o quatro estaria relacionado aos quatro pontos cardeais. Vale mesmo a pena perguntar por que quatro pontos cardeais (norte, sul, leste e oeste) e não três ou seis. Acredita-se ainda que este conceito seria derivado da simetria do corpo humano.

Um número “esquisito” até para os matemáticos

  Os exemplos tirados da Bíblia confirmam a idéia do quatro relacionado ao mundo físico. O rio que sai do Paraíso se divide em quatro outros rios. O Altar dos Sacrifícios tem quatro pontas, dirigidas aos quatro pontos cardeais. Os quatro animais que sustentam o Trono da Revelação referem-se aos quatro elementos.

No Novo Testamento vamos encontrar o quatro de uma forma bastante dramática: os soldados romanos dividem em quatro partes as roupas de Jesus crucificado.

Esta separação das vestes do Doce Rabi da Galiléia simboliza a dissolução do seu corpo material e o seu regresso aos quatro elementos de que era composto.

Entre os maias, o quatro também aparece ligado ao mundo material: eles tinham quatro deuses, sendo que cada um suportava um dos quatro cantos da Terna — Cauac (sul), Mulac (norte), Kan (este) e Ix (oeste).

Não podemos nos esquecer que são quatro as estações do ano (primavera, verão, outono, inverno); são quatro as fases da Lua (crescente, minguante, nova e cheia); são quatro as partes do dia (madrugada, manhã, tarde e noite); tudo isso equivale as quatro fases da vida do homem (nascimento, crescimento, maturidade e morte).

Em sua autobiografia, intitulada Memórias, Sonhos e Reflexões, o grande psicólogo suíço Carl Gustav Jung refere-se a idéia da quaternidade: “A quaternidade é um arquétipo de ocorrência quase universal. Constitui a base lógica para qualquer raciocínio completo. Se alguém desejar transmitir esse raciocínio, ele deverá ter esse aspecto quaternário. Por exemplo, se quisermos descrever o horizonte como um todo, refenir-nos-emos aos quatro quartos do céu… Há sempre quatro elementos, quatro qualidades principais, quatro cores, quatro castas, quatro formas de desenvolvimento espiritual, etc. Do mesmo modo, existem quatro aspectos de orientação psicológica. Para nos orientarmos, temos de possuir uma função que nos garanta que qualquer coisa está ali (sensação); uma segunda função que estabeleça o que é (pensamento); uma terceira função que estabeleça se serve ou não, se aceitamos ou não (sentimento); e uma quarta função que nos indique de onde uma coisa veio e para onde vai (intuição). Sempre que as coisas se passem desta maneira, nada mais há a dizer… A perfeição ideal é o círculo ou esfera, mas a sua divisão natural mínima é uma quaternidade”.

O quadrado e a cruz são os dois símbolos universais do quaternário. A cruz, ao contrário do que muita gente pensa, é um símbolo que foi englobado pelo cristianismo, mas que o antecede em milhares de anos. Os escandinavos já colocavam cruzes sobre os túmulos dos seus mortos muitos anos antes do aparecimento do cristianismo. Para os egípcios a cruz simbolizava a vida, e entre os astecas, antes de qualquer contato com os cristãos, a cruz já era um símbolo sagrado.

Mas enfim, seja qual for a sua forma, o número quatro se relaciona sempre ao mundo físico (ou terrestre) em oposição ao número três, que se refere ao divino (espiritual). Assim sendo, o número sete (3 + 4) é, sem dúvida alguma, o número da Criação.

   

Os sete chacras, segundo a tradição da hatha-ioga. O iogue busca atingir cada um dos chacras, até chegar ao sétimo a perfeição.

  Mas, além de ser um número sagrado, o sete é também um número aritmeticamente “esquisito”. Desmond Varley, em seu livro Sete, o Número da Criação, diz: “Se pedirmos a uma dúzia de pessoas que nos digam rapidamente um número ao acaso, de um a dez, pelo menos oito delas nos responderão, invariavelmente, sete”. Por outro lado, as crianças parecem apresentar uma dificuldade especial em aprender a tabuada do sete. E mesmo os adultos costumam tropeçar na resposta quando lhes é perguntado quanto são oito vezes sete.

O uso do sete nas pirâmides do Egito

O sete é o único número simples para o qual não existe regra fácil se quisermos saber se ele é fator de um determinado número. O sete é um número primo e o único a não ser aritmeticamente nem múltiplo nem divisor de um outro número entre 1 e 10. 0 sete é, sem dúvida alguma, um número diferente. Parece que o seu segredo é propriedade dos deuses.

No caso da matemática, os números podem ser manipulados racionalmente. Mas o mistério aparece quando nos referimos aos conjuntos estelares que sempre serviram de orientação aos homens. A constelação mais importante do Equador é Órion; a mais brilhante do Círculo Polar Ártico é a Ursa Maior; e, para o grupo circumpolar sul, é o nosso Cruzeiro do Sul. Pois bem, essas três constelações são formadas por sete estrelas visíveis a olho nú a qualquer hora da noite em seus hemisférios (a do Equador é visível ao norte e ao sul), desde que haja condições para tal. No entanto — e aí o mistério ganha proporções — como explicar a plêiade das Sete Irmãs, quando na verdade apenas seis estrelas são visíveis a olho nú? Somente uma tradição oculta poderia ter designado a sétima estrela (invisível) para os que não possuíam os sofisticados aparelhos da astronomia moderna.

Outro exemplo do sete “oculto” vamos encontrar nas pirâmides do Egito. Desmond Varley, no seu livro anteriormente citado, pergunta-se: “Podemos ser positivos ao afirmar que os construtores das pirâmides do antigo Egito viram a pirâmide como um símbolo do Sol, mas será que eles também a relacionaram com o septenário, como nós o fazemos?”.

 

 

DOMINGO

SEGUNDA

TERÇA

QUARTA

QUINTA

SEXTA

SÁBADO

O dia de   Deus

Sol

Lua

Tiw

Woden

Thor

Freya

Saturno

Romano

Sol

Lua

Marte

Mercurio

Jupiter

Vênus

Saturno

Grego

Hélios

Selene

Ares

Hermes

Zeus

Afrodite

Crono

Gênero

Masculino

Feminino

Masculino

Hermafrodite

Masculino

Feminino

Masculino

Metal

Ouro

Prata

Ferro

Mercurio

Zinco

Cobre

Chumbo

Cor

Amarelo

Branco

Vermelho

Roxo

Azul

Verde

Preto

Gênesis

Luz e   Trevas

Abóbada   celeste a separar as águas

Terra e   Mar

Corpos   Celestes

Peixes e   Pássaros

Animais e   Homens

Descanso

Matéria

Activa

Passiva

Ordenação

Ar

Fogo

Água

Terra

Vida

Consciência

Subconsciência

Interação

Inteligência

Querer

Emoção

Mortalidade

Grupos de

Ternário

Quaternário

Criação

A Trindade   dos princípios criadores

Os   Elementos da Matéria criada duplamente polarizada

 

Bem, tudo aqui foi pesquisado no Google e não para por aí, tem mais, muito mais. O número 7 tem uma magia escondida, um mistério intrigante! Eu adoro isso! Por isso convido a continuarem essa pesquisa para verem que ano incógnito nos espera. Porém, mais do que nunca, vamos usar de coisas que jamais falham, nossas mais que poderosas armas: AMOR, FÉ, TRABALHO, ALEGRIA, COMPAIXÃO, HUMILDADE, RESPEITO, SIMPATIA, PACIÊNCIA, GENEROSIDADE E EDUCAÇÃO. Com tudo isso e o poder do número 7, 2014 será um ano EXTRAORDINÁRIO.

FELIZ 2014 PARA TODOS!!!!!!!!

7 – A BOLA DA VEZ!!!

 

(TACIANA VALENÇA)

 

 

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