adolescente

Deveria ser simples mas não é! Deveria ser fácil mas não é! Dizer não significa desagradar, significa dar limites a quem não gosta de ter limites especialmente filhos em determinada idade ou fase da vida.
Dizer não significa enfrentar as diferentes formas de reação, por vezes reações impulsivas e até violentas. E é exatamente neste ponto que observamos as maiores dificuldades por parte de alguns pais no enfrentamento destas situações, incluindo aqui as chantagens emocionais por vezes utilizadas pelos filhos como um recurso no sentido de forçar a mudança nas posturas dos pais. Para muitos, esta é uma tarefa tão desgastante e difícil, quando procuram a evitação destas situações e transferem ao cônjuge este enfrentamento.
O que acontece exatamente com estes pais adultos em sua maioria para sentirem tantas dificuldades, não sendo raro encontrarmos alguns até reféns de seus próprios filhos, desempenhando um papel limitado de suas funções parentais? Quais os aspectos e questões emocionais que estão atuando de forma inconsciente nestes pais, aumentando ainda mais o grau de dificuldade em dar limites aos seus filhos e dizer-lhes não?
Muitas vezes estes pais se sentem perdidos por não saberem como se comportar diante dos filhos e a insegurança avança agravando este contexto, provocando desequilíbrio no sistema familiar, comprometendo as relações parentais e muitas vezes, as relações conjugais também. Cada caso e um caso, sabemos disto, mas é verdadeiro dizer que em todos existe um padrão de comportamento por parte dos pais, que sem saberem e se darem conta, constroem exatamente a realidade do que tanto desejam evitar. Como foi que um filho nascido bebê chegou ao comando deste sistema familiar?
Quando e de que forma isto aconteceu? Como estes pais não viram o que acontecia e não avaliaram a extensão e importância da colocação dos limites em seus filhos? Muitos não souberam o que fazer a tempo de evitar uma estruturação mais solida destas situações. E agora … o que fazer então? Estas situações podem ser revertidas? Ainda há tempo para estas correções de ordem prática?
A minha resposta é sim! O que pode ser feito está no despertar da consciência e importância do próprio comportamento e função paterna e materna, buscando informações com profissionais da área e também leituras do ramo, aprendendo e se conduzirem a partir deste momento de maneira nova e diferente, segura, tranquila e continuada. Este novo padrão comportamental será importantíssimo para todos, mas principalmente para os filhos, porque ele é estruturante!
Os pais precisam desassociar dizer “não” como sendo algo ruim e negativo. Precisam se preparar e se manterem em Paz, contentes e satisfeitos na realização de suas funções parentais. Ressaltamos a importância de se sentirem bem quando for preciso dizer não a um filho e quando for necessário contrariá-lo. Manter o foco e o entendimento de que este é o momento mais delicado de amar, aquele quando dizem não a um filho sabendo que irão desagradá-los, sabedores de que estes filhos não têm ainda condições sejam elas quaisquer de vivenciarem as experiências que tanto desejam agora.
É amor dar limites a quem ainda não sabe tê-los e/ou não os reconhece. Quem ama cuida e se sente seguro em dizer não quando preciso.
A educação como um todo, a psicoemocional e social dos filhos passa por vivenciarem os “nãos” dados pelos pais quando necessários. Encontrar o equilíbrio entre os nãos e os sims, é tarefa que exige atenção e sensibilidade mas é também uma questão de treino e de perseverança.
Uma tarefa importantíssima e embora complexa será geradora de alegrias aos pais, proporcionando a satisfação pela construção de filhos sadios e bem preparados para o enfrentamento de suas vidas presentes e futuras.
Acredito que se sentirão orgulhosos com seus filhos mas principalmente se sentirão orgulhosos de si mesmos!!

Viviane Torquato

Terapeuta de Família e de Casal

Mediadora Familiar

Terapeuta Floral

RioMAr Trade Center

Cels: (81)-99974 7424 e 9 9974 4936

Email: vivianemais@globo.com

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