Em dezembro do ano passado, a Revista Perto de Casa, junto com a Livraria Jaqueria, organizaram o II Concurso Literário Infantil.

Essa foi a maneira que encontramos para estimular jovens escritores.  

Os contos surpreenderam e estamos muito felizes com os resultados. 

Bem, aos poucos iremos postar alguns contos, como esse, muito original,  da Ana Letícia Costa Saraiva, uma jovem escritora de apenas 10 anos!

 

O conto ficou em segundo lugar e a escritora recebeu como prêmio, um cheque de R$ 300,00 (trezentos reais) da Flufy.

Parabéns Ana Letícia, continue participando dos nossos concursos e exercitando sua escrita e criatividade. Um dia, quando for uma grande escritora, tenho certeza que se lembrará de nós.

Taciana Valença.

 

CHAPEUZINHO ROBÔ

Nesta história revivemos o clássico “Chapeuzinho vermelho”, porém ela se passa no ano 3.500, onde a famosa personagem se chama Chapeuzinho Robô.

Era um dia ensolarado, onde o cientista William Rocher, famoso por suas incríveis criações, trabalhava em um novo projeto em seu escritório. O projeto se chamava Chapeuzinho Robô. Mas Chapeuzinho Robô não era como um robô qualquer da época, pois ao contrário dos outros ela fora projetada para ter sentimentos, saber a diferença entre o certo e o errado. Enfim, ser um humano no corpo de um robô.

O cientista finalmente acabara seu projeto. Era uma linda menina, com certeza a mais bela de suas criações. William deu-lhe um belo presente: uma capa dourada, feita do mais caro tecido de Metran City. Também deu-lhe um skate voador, e uma cesta com algumas maçãs douradas.

Chapeuzinho perguntou:

-Mas por que maçãs?

O cientista respondeu:

-É para sua primeira missão querida: você deve levar essas maçãs douradas para o meu irmão, Roger, que está muito doente. Porém, vá pela rua nº 39, e nunca ande pela floresta. Lá é muito perigoso.

Chapeuzinho robô, muito animada com a primeira missão, se despediu do pai e foi em direção à rua nº 39 como o pai tinha dito. Estava maravilhada, por ver tantas pessoas, tantas construções lindas…

Chapeuzinho despertou de seus delírios sobre a cidade com uma buzina. O carro voador quase a atropelou. Também, pudera, ela estava no meio da rua. Chapeuzinho saiu do caminho e o homem que estava no carro passou, gritando:

-Ei! Olhe por onde anda!

Não, Chapeuzinho definitivamente não gostava da cidade. Ela olhou para o lado, e viu a floresta. Mesmo com os avisos do seu pai, não conseguiu resistir à tentação. Entrou na floresta e foi caminhando por uma pequena trilha. Usou o seu GPS, afinal, era um robô, e viu que o caminho pela floresta era até mais rápido do que pela rua nº 39.

Chapeuzinho analisou a floresta e viu que tudo era feito de hologramas. Pelo o que pesquisado na internet, a floresta era feita de hologramas, pois todas as árvores haviam sido derrubadas. Bem, de qualquer forma, seguiu em frente.

Quando estava anoitecendo, Chapeuzinho robô viu uma fogueira se acender. Como era muito curiosa, foi até o local para explorar. Enquanto caminhava, encontrou um pedaço de jornal-holograma no chão, em que nele estava escrito: “Bandidos assustam moradores de Metran City, ao saberem que eles se encontram na floresta”.

Chapeuzinho ficou assustada, mas sua curiosidade a venceu. Afinal podiam ser apenas pessoas perdidas, certo?

Errado. Quando Chapeuzinho chegou lá, viu que eram realmente bandidos. Sem sorte, um dos bandidos a avistou. Eles começaram a murmurar:

-O que é aquilo?

-É uma menina?

-Será que ela é perigosa?

-Ela pode contar nosso esconderijo para a polícia!

-Vamos pega-la!

Chapeuzinho viu os cinco bandidos vindo na sua direção, e tentou correr. Percebeu que eles não iam parar até pega-la, então pegou sua arma que dispara redes, e lançou uma em cada bandido. Pegou-os e amarrou-os com barras de ferro, só por garantia.

Deu uma olhada em volta da fogueira e encontrou outro pedaço de jornal-holograma, onde estava escrito: “Descobriu-se que o lobo é o líder dos bandidos, e que seu esconderijo também é dentro da floresta, perto da casa de um pobre homem.”.

Chapeuzinho ficou muito preocupada, pois o lobo podia estar perto da casa de seu tio Roger, neste exato momento! Chapeuzinho acionou suas mochilas a jato e saiu voando pela floresta muito mais rápida.

Avistou uma pequena casinha com um belo jardim. Desceu da mochila a jato e bateu na porta. Nada. Bateu mais uma vez. Nada. Tentou abrir a porta. Por sorte, estava aberta, e Chapeuzinho conseguiu entrar.

Quando entrou teve uma surpresa. Não era seu tio Roger que a estava esperando, e sim o lobo! Chapeuzinho ficou em choque, mas conseguiu falar:

-Onde está meu tio?

O lobo respondeu:

-Que tio?

-O meu tio Roger!

-Por que você que saber?

-Porque é uma missão que meu pai mandou para mim!

-Ah sim… O seu pai- Disse o lobo com cara de desprezo – Aquele sujeito desprezível…

-Não fale mal do meu pai! -Disse Chapeuzinho com raiva.

-Mas para quê obedecer ao seu pai? Chapeuzinho robô junte-se a mim e aos bandidos, e terá o que quiser!

Chapeuzinho falou:

-Eu nunca me juntarei a você, e nem a aqueles bandidos nojentos! Agora onde está meu tio Roger?

-Ah, quer saber do seu tio? Ok, eu o comi.

Chapeuzinho ficou com tanta raiva, mas com tanta raiva, que suas armas foram acionadas, mesmo sem ela querer. Ela atirou no lobo, mas não aconteceu nada. Foi ai que ela viu. O lobo era apenas um holograma. Do lado do aparelho que fazia as imagens aparecerem, tinha um bilhete:

“Chapeuzinho, não precisa ter medo, o lobo não foi real, o seu tio está a salvo comigo e os bandidos eram amigos meus. Era tudo um plano para saber se você é fiel a mim Chapeuzinho. Desculpe ter te enganado querida, mas era necessário

Com todo o amor de seu pai, William Rocher.

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