Chico-science (1)

 

Em 13 de março de 1966 nascia em Olinda, Francisco de Assis França, nosso Chico Science. Coincidentemente, um dia depois que comermora-se o aniversário da cidade, como um presente para a cultura de Olinda, de Recife, de Pernambuco e pegando as estradas do Brasil e mundo afora.Tendo nos deixado precocemente em 2 de fevereiro de 1997 num acidente às margens d’um mangue que por ele foi tão cantado,  protegido,e sentido e vivido. “Do caos a lama” lá se foi  nosso Chico,  um cantor e compositor inesquecível para nós, Brasileiros e especialmente pernambucanos.Um dos principais colaboradores do movimento manguebeat na década de 90, foi líder da banda Chico Science & Nação Zumbi tendo deixado  dois discos gravados: Da Lama ao Caos e Afrociberdelia.

Ironicamente o acidente de carro que o levou ocorreu numa das vias que liga as duas cidades que tanto o inspiraram: Olinda e Recife.

Os seus álbuns ficaram na lista dos 100 melhores discos da música brasileira da revista Rolling Stone, feita com a votação de 60 jornalistas, produtores e estudiosos de música brasileira “Da Lama aos Caos” ficou na 13ª posição e Afrociberdelia na 18ª. Em outubro a mesma revista promoveu a Lista dos Cem Maiores Artistas da Música Brasileira e lá estava nosso Chico, na 16ª posição.

No início dos anos 80 ele participava de grupos de dança e hip hop em Pernambuco, tendo entrado no final da década em algumas bandas de música como Orla Orbe e Loustal, inspiradas na música soul, no ska, no funk e no hip hop. Suas maiores influências eram Jams Brown, Grandmaster Flash e Curtis Blow, entre outros artistas de destaque da soul music norte-americana.  A fusão com os ritmos nordestinos, principalmente o maracatu veio em 1991, quando Science entrou em contato com o bloco afro Lammento Negro, de Peixinhos, subúrbio de Olinda. Misturou o ritmo da percussão com o som de sua antiga banda e formou o Nação Zumbi. A partir daí o grupo começou a se apresentar no Recife e em Olinda e iniciou o “movimento” mangue beat, com direito a manifesto (“Caranguejos com Cérebro”, de Fred 04, do Mundo Livre S/A).

Em 1993 chamou a atenção da mídia numa breve turnê por São Paulo e Belo Horizonte. O primeiro disco, Da Lama ao Caos teve boa receptividade da crítica e projetou a banda nacionalmente. O segundo, Afrociberdelia, mais popp e eletrônico, confirmou a tendência inovadora de Chico Science e Nação Zumbi, que excursionaram pela Europa onde encontraram Os Paralamas do Sucesso e Estados Unidos, onde tocaram com Gilberto Gil e fizeram enorme sucesso de público e crítica. Gil considerava Chico Science (juntamente com o grupo baiano Olodum e o compositor Carlinhos Brown) como “O que surgiu de mais importante na música brasileira nos últimos vinte anos”.

A Nação Zumbi lançou um CD duplo em 1998, depois da morte do líder, com músicas novas e versões ao vivo remixadas por DJs. A família de Chico Science recebeu indenização de cerca de 10 milhões de reais da montadora Fiat, responsabilizada pela morte do cantor e compositor no acidente que lhe tirou a vida, devido a falhas no cinto de segurança do carro que dirigia e que poderia ter lhe poupado a vida.

Fica aqui o registro da admiração que tenho pelo seu trabalho e tenho certeza, como a maioria dos brasileiros. 

Hoje ele estaria indgnado com o que o “desenvolvimento” reserva para o Mangue dos seus “Caranguejos com Cérebro”. Com certeza com muito mais cérebro do que os fazem absurdos contra a natureza em nome de um falso progresso e, acima de tudo, em favor de si mesmos.

Continua tudo na mesma, caro Chico, “Da Lama ao Caos” e os de cima continuam subindo e os de baixo descendo…. progressivamente.

 

(Taciana Valença)

 

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