A LUA

Imbróglio, confesso,

Corolário dos acúmulos de mim –

Viagens sob um azul,

Cujas nuvens d’ávidas formas me conduzem –

Céus! Caberão em ti tantos eus?

Que inferno tanto frio acobertará

Dos invernos vividos a esmo?

No ermo d’uma superpovoada solidão?

Corda bamba dos titubeados lítotes,

Num desafirmo de pontas de pés,

Como que descalços sob frágeis verdades –

D’um abalo que não se confirma,

Vida cria de aquário!

(Taciana Valença)

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