Naquele dia eu não dei muita importância quando ouvi uma mãe da escola falando sobre esse comportamento, batizado modernamente por “Bullying”.



Mas um dia desses meu filho me contou chorando, sobre um filme que assistiu(americano, claro, pois adoram isso), onde uma turma de crianças da escola tomava do colega asmático, a bombinha que o salvava das crises e achando pouco, bateram nele e o jogaram no lixo. Eu disse que existiam crianças assim, mas que não eram normais, mas a tristeza ficou nos olhos dele e em meu coração.


Essa semana, recebi por e-mail do Aulete, a definição da palavra que segue abaixo:


“Bullying” é um termo emprestado da língua inglesa e designa a agressão intencional e repetida que se pratica sem motivo aparente, com o uso de força ou de poder, para intimidar alguém. É uma pratica comum em ambiente escolar e se caracteriza por ações discriminatórias.


>> Definição do “iDicionário Aulete”:


(ing. /búlin/)


sm.


1. Pedag. Psi. Termo que compreende toda forma de agressão, intencional e repetida, sem motivo aparente, em que se faz uso do poder ou força para intimidar ou perseguir alguém, que pode ficar traumatizado, com baixa autoestima ou problemas de relacionamento [ A prática de bullying é comum em ambiente escolar, entre alunos, e caracteriza-se por atitudes discriminatórias, uso de apelidos pejorativos, agressões físicas, etc.


Diz também que recentemente, no interior de São Paulo, um garoto gago de 9 anos foi alvo, na saída da escola, de socos e pontapés na cabeça e nas costas, desferidos por pelo menos cinco meninos, todos com menos de 12 anos. Segundo a delegada responsável pela apuração dos fatos, o menor vinha constantemente sendo vítima de bullying pelos colegas de escola, por conta de seu problema de fala.


O que mais me impressiona nessas definições é a palavra “comum”.

Como pode-se deixar vir a ser “comum” um ato animalesco desses? Como podem crianças agirem dessa forma e não terem punições sérias e acompanhamento psicológico, diga-se de passagem, para o resto de suas vidas?


Que instinto é esse? Que tipo de monstros serão essas crianças no futuro, capazes de qualquer crueldade, aproveitando-se de qualquer tipo de fraqueza ou fragilidades para cometerem atrocidades como estas?


Como pode algo assim tomar proporções tão grandes ao ponto de serem consideradas comuns?


E ainda terão pais para abrirem as bocas e dizerem que é “coisa de criança”. Peraí. A banalização da violência está tomando proporções amedrontadoras.


Algo muito errado permeia as índoles de crianças assim e não devemos agir com sentimento de proteção neste caso. Como diz a história, “canalhas envelhecem” e eu completo: assassinos e marginais também já foram crianças. Que tipo de crianças foram? Que tipo de orientação e ajuda tiveram?


“Coisa de criança” não, coisa de futuros monstros e do jeito que está faltará pouco para estarem assassinando colegas nas escolas. Será que vão considerar também comum?


Bem, aí, sinceramente, eu entrego os pontos.


TACIANA VALENÇA

Escrevi esta crônica no Recanto das Letras e a estudande de Rádio e TV da Universidade Federal da Paraíba, Heloísa Leiros pediu-me para usá-la no seu trabalho.
 
Abaixo o link do programa que elas fizeram sobre o assunto.
Fiquei muito feliz em participar com minha crônica.
 
Taciana Valença

Ouçam o trabalho dela:

http://www.4shared.com/audio/4WwHH2II/PGMUNIVERSIDADE-25-09-10_Bully.html

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