CRUZ DO PATRÃO

Entre o Brum e o Buraco
Reza ao cais que a proteja
E ao Beberibe, que não a leve
Na triste correnteza do esquecimento…

Lendas, tradições e mistérios ainda sustentam
A Cruz do Patrão Mor que hoje geme, angustiada,
Mais que as supostas almas penadas
D’uma crença que se vê ameaçada

Espremida, quase que sufocada
Clama pelo pedaço da sua história,
Pelo respeito, pela memória…
Olhando triste o rio profundo
Num humilde desafio,
Entre ondas do oceano…

Acima de infernais espíritos e bruxarias
Teme ao homem, o trator mor, 
A destruir histórias
Numa atitude mais tenebrosa
Que todas das piores já contadas…

Cruz do Patrão, que forças se unam
Determinadas e vivas, em balizas
Para que a mantenham ainda mais que antes
VIVA!

(Taciana Valença)

Uma homenagem ao grupo que se fortalece em prol da nossa história, O Recife de Antigamente, nas pessoas de Wilton Carvalho e Rosa Bezerra

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