VICTOR HUGO MOSTRA O QUE É NARRADOR ONISCIENTE TRADICIONAL – “OS MISERÁVEIS” –

 

Os-miseraveis-Edicao-especial

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

‘Apesar de bispo, e até ,mesmo por sê-lo, o senhor Myriel teve de experimentar o destino de todos os recém-chegados a uma cidade pequena, onde há muitas bocas que falam e poucas cabeças que pensam. Ele devia sofrer, embora fosse bispo,e porque era bispo. Afinal, as conversas em que seu nome estava envolvido não passavam de boatos, bisbilhotices, palavras, palabres,, como se diz em língua do sul. -tradução de REGINA CÉLIA DE OLIVEIRA- Editora Martin Claret – São Paulo , 2014 –
Observem que o narrador mais comenta do que narra. Explica, expõe, justifica. O ponto de vista é do narrador-autor com a técnica da opinião,do comentário – o foco narrativo é em 3a. pessoa e ele aí pode dizer tudo o que quer, falando, falando e falando sobre tudo e sobre tudo, e, mais do que isso: julgando. – isso mesmo – falando e julgando. Por isso pode-se chamá-lo de narrador-comentarista.Uma ação é sempre justificada por uma explicação, ou por uma exposição.

Narrador onisciente contemporâneo

 

 

 

 

Com Flaubert desaparece, completamente o comentarista, expositor, falastrão. Uma cena – ou muitas cenas – resolve tudo.. Vejamos como se realiza em Flaubert, através daquilho que Vargas Llosa chama de “narrador relsator invisível:
“O farmacêutico começava a cortar a cerca, quando a Sra. Homais apareceu com Irma nos braços. seguida de Napoleão e de Athelie. Foi sentar-se o banco de veludo, junto à janela. O garoto acocorou-se numa banquinha enquanto a irmãzinha mais velha girava em volta da caixa de jujubas, perto do pai”.
O que interessa é o movimento dos personagens, semelhante a uma câmara que esteja filmando tudo. As cenas explicam. Ela por ela. E pronto.

madame

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