A SOLIDÕA
A SOLIDÃO E SUA PORTA
A Francisco Brennand
Quando mais nada resistir que valha

A pena de viver e a dor de amar

E quando nada mais interessar,

(nem o torpor do sono que se espalha).

Quando, pelo desuso da navalha

A barba livremente caminhar

E até Deus em silêncio se afastar

Deixando-te sozinho na batalha

A arquitetar na sombra a despedida

Do mundo que te foi contraditório,

Lembra-te que afinal te resta a vida

Com tudo que é insolvente e provisório

E de que ainda tens uma saída:

Entrar no acaso e amar o transitório*

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