Os últimos acontecimentos (divulgados, claro), me fez pensar sobre a fatalidade.Adolescente que mata criança que vai pela primeira vez na praia, adolescente que morre em parque de diversões, pai que mata filho puxando-o por um jet ski e por… aí vai. FATALIDADE, FATALIDADE, FATALIDADE….Algumas vezes sim, outras, chances que dão ao AZAR e irresponsabilidade mesmo! Temos a tendência para sermos fatalistas, mas os impulsos e o “achar que” não vai acontecer nada impera no mundo …irresponsável em que vivemos. O negócio é EMOÇÃO. Quanto mais emoção melhor. Falo pelo bando de adolescentes e pirralhos mesmo que vejo dirigindo quadriciclos e jet skis nas praias de Pernambuco, onde os papais ricos soltam os riquinhos e vão curtir suas cervejinhas nas casas de praia. “Beleza, tudo tranquilo, vão crianças, contanto que me deixem em paz curtinho meu amigos”. Quantas vezes esses aprendizes de irresponsáveis já não passaram junto de nós deixando cheiro de óleo e tirando-nos a tranquilidade de um banho de mar. Quantas vezes esses triciclos já tiraram “finos” em nós, nas ruas dessas praias, onde os pais, na ânsia de se livrarem das aborrecências, dão tudo que querem e apostam na sorte para que nada aconteça. E se acontecer, dá-se um jeito, afinal, tem jeito pra tudo né? Não, não é. Não tem jeito para essa irresponsabilidade que assola por aí. Não tem jeito para a morte, o dinheiro do papai riquinho jamais trará alguém de volta. Não pensem que esses acontecimentos alteram o modo de viver desses aí. Em absoluto. Isso não acontece com eles. Vão continuar dando esses “brinquedinhos” caros e perigosos aos filhos, até que um dia lhes darão uma arma, para se protegerem, claro. E assim seguem, criando monstros soltos na sociedade. Irresponsáveis, bêbados e insaciáveis que futuramente irão procurar as drogas, claro, pois nada satisfará a esses eternos insatisfeitos. Vão sair por aí queimando mendigos, batendo em gays e toda sorte de monstruosidades para que sintam a EMOÇÃO que “painho” um dia pagou pra ver. EDUCAÇÃO E RESPEITO AO PRÓXIMO. Enquanto a humanidade não entender o que é isso, estaremos usando o nome FATALIDADE para tudo. Claro, existem as desgraças que não tem como serem evitadas, mas acredito muito mais na banalização de tudo em nome de qualquer emoção e isso, infelizmente, acho difícil ser mudado. Desejo que a fatalidade passe bem longe de todos nós. 

(Taciana Valença)

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