E hoje a grande dama do teatro pernambucano completa 93 anos. Firme, estando conosco em saraus, homenagens e tudo o mais. Sempe com um sorriso no rosto e vestida para a vida. Aqui, a Homenagem da Revista Perto de Casa.

 

Na foto: Vera Nóbrega, Taciana Valença, Colly Holanda e Bernadete Bruto, em tarde de homenagem na Livraria Jaqueira.

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Atriz, Maria Eugênia da Rosa Borges nasceu no bairro da Boa Vista, Recife, a 21 de junho de1922. Filha de um amazonense e uma carioca, ainda menina ela teve seus primeiros contatos com atividades culturais no Colégio São José, onde estudava.

Formada em Letras Anglo-germânicas e em Pedagogia, ambas pela Faculdade de Filosofia do Recife (Fafire), Geninha fez cursos de pós-graduação em Teleducação, nos Estados Unidos e no Japão.

Estreou como atriz em 1941, com um grupo de moças da sociedade recifense que encenou a peça “Noite de Estrelas”, para ajudar um hospital. Waldemar de Oliveira, que estava na platéia, encantou-se com o desempenho dela e a levou para integrar o grupo fundador do Teatro de Amadores de Pernambuco (TAP).

Sua estréia no TAP (do qual nunca se desligou) foi com o papel principal da peça “Primerose” (Robert de Flers). A crônica teatral foi unânime em elogios à nova atriz e, desde então, ela não pararia de atuar no teatro pernambucano: como atriz, diretora e agitadora cultural.

Geninha fez estágio em Londres e Paris pelo The British Council. Visitou academias de arte, em Bristol e em Stratford-on-Avon. Assistiu à espetáculos em vários teatros de Paris e de Londres e deixou gravações na BBC. No TAP, viveu nada menos que 68 personagens.

Pertencente à Academia de Artes e Letras de Pernambuco e à União Brasileira dos Escritores (UBE-PE), Geninha publicou alguns trabalhos, entre os quais “Nascedouro e Permanência”, livro que conta 150 anos da história do Teatro Santa Isabel do qual, aliás, ela já foi diretora em pelo menos quatro ocasiões.

Além da carreira de atriz, Geninha foi criadora do Sistema Teleducativo de Pernambuco e, desde 1965, ocupou vários cargos na Secretaria de Educação do Estado, como a diretoria do Departamento de Recursos Tecnológicos para a Educação. Ocupou, ainda, os cargos de diretora de Eventos do Museu da Cidade do Recife e de Supervisora de Artes Cênicas no Instituto de Assuntos Culturais da Fundação Joaquim Nabuco.

Geninha Rosa Borges lançou o CD – “Uma Voz em Cena Aberta”, com direção de Renato Phaelante, recebeu várias vezes os prêmios de “Melhor Atriz” e “Melhor Diretora” e ficou conhecida como a “Grande Dama do Teatro Pernambucano”.
PEÇAS DE QUE PARTICIPOU

1. “Noite de Estrelas”, de Valdemar de Oliveira. (1941).
2. “Primerose”, de Robert de Fleurs e A. Caillavet. (1941).
3. “Uma mulher sem importância” de Oscar Wilde. (1941).
4. “O Processo de Mary Dugan”, de Bayard Weller. (1941).
5. “A Exilada”, de Kistemaeckrs. (1941).
6. “A Canção da Felicidade”, de Oduvaldo Viana. (1942).
7. “O Leque de Lady Windermere”, de Oscar Wilde. (1943).
8. “A Comedia do Coração”, de Paulo Gonçalves. (1944).
9. “Nuvem”, de Coelho Neto. (1944).
10. “A Gota d´Água”, de Henry Bordeaux. (1945)
11. “Capricho”, de A . Musset. (1945)
12. “A Dama da Madrugada”, de Alejandro Casona. (1945)
13. “A Casa de Bernarda Alba”, de Garcia Lorca. (1948)
14. “Nossa Cidade”, de Thorton Wildler. (1948)
15. “Esquina Perigosa”, de J.B. Priestley (1949)
16. “O Poço do Rei”, de José Carlos Cavalcanti Borges. (1950)
17. “Um Século de Glória” de Valdemar de Oliveira. (1950)
18. “Arsênico e Alfazema”, de Kesselring. (1950)
19. “Do mundo nada se leva”, de Kauffman. (1951)
20. “Grupo de Baile do Teatro de Amadores de Pernambuco”. (1950)
21. “Sangue Velho”, de Aristóteles Soares e Valdemar de Oliveira. (1952)
22. “Massacre”, de Emmanuel Roblès. (1953)
23. “A verdade de Cada Um”, de Pirandello. (1953)
24. “Está lá Fora um Inspetor”, J.B. Priestley. (1953)
25. “O Que Leva as Bofetadas”, de Andreieff. (1954)
26. “Uma morte sem importância”, de Ivan Noe. (1954)
27. “Anna Christie”, de O`Neill. (1954)
28. “Vestido de Noiva”, de Nelson Rodrigues. (1955)
29. “Bodas de Sangue”, de Garcia Lorca. (1956)
30. “A Comédia de Balzac”, de José Carlos Cavalcante Borges.(1957)
31. “O Casmurro”, de Graça Melo, no papel de Diretora, para o TAP. (1957)
32. “Seis Personagens à Procura de um Autor”, de Pirandello. (1958)
33. “Onde Canta o Sabiá”, de Gastão Tojeiro. (1958)
34. “A Pena e a Lei”, de Ariano Suassuna. (1959)
35. “Living Room”, de Graham Greene. (1959)
36. “O Tempo e os Conways”, de J.B. Priestley. (1960)
37. “Mandrágora”, de Maquiavel. (1960)
38. “Leito Nupcial”, de Jan Hartog. (1960)
39. “O Marido Domado”, de Ariano Suassuna. (1962)
40. “Preciosidade” (The Collection`s Piecces), de Kathleen MacManus “ BBC de Londres. (1962)
41. “Capital Federal”, de Artur Azevedo. (1965)
42. “TAP, ano 25”, de Valdemar de Oliveira. (1966)
43. “Uma Pedra no Sapato”, de Feydeau. (1967)
44. “Oito Mulheres”, de Robert Thomas. (1968)
45. “A Casta Suzana”, de Jean Gilbert e Georgis Okonkowsky. (1970)
46. “O Processo de Jesus”, de Diego Fabri. (1971)
47. “Ontem, Hoje e Amanhã”, de Valdemar de Oliveira. (1972)
48. “Inês de Castro”, de Alejandro Casona. (1972)
49. “O Mundo Submerso em Luz e Som”, de Valdemar de Oliveira. (1975)
50. “O Milagre de Anne Sullivan”, de William Gibson. (1975)
51. “Yerma”, de Garcia Lorca. (1978)
52. “A Promessa”, de Luiz Marinho. (1983)
53. “O Peru”, de Feydeau. (1984)
54. “Um Sábado em 30”, de Luiz Marinho. (1971 e1986)
55. “As Lágrima Amargas de Petra Von Kant” de Fassbinder. (1987)
56. “O Atelier de Madame Rabat”, de Feydeau. (1989).
57. “Dr. Knock”, de Jules Romain em remonte. (1971)
58. “Sábado, Domingo e Segunda”, de Eduardo de Felippo. (1996)
59. “Bob Bobete”, Opereta de Valdemar de Oliveira, adaptação de Fernando de Oliveira.(1997)
60. “Valdemar Vivo”, de Fernando de Oliveira para o TAP, interpretando diversos papéis. (2001)
61. “Geninha 80 anos” Não acredito!, de Fernando de Oliveira”.
62. “Paz, nossa arma”, de Fernando de Oliveira.
63. “Pazpaz Noel”, de Fernando de Oliveira.

DIRETORA

Como Diretora de Espetáculos:

1. “Leito Nupcial”, de Jan Hartog. (1960)
2. “O Marido Domado” (entremêz de Ariano Suassuna) “ Cité Universitaire “ Paris “ 1961 “ e no 1º Encontro da Mulher nas Artes “ São Paulo 3-12/09/1982.
3. “O Menino Atrasado”, de Cecília Meirelles, com música de Capiba, pelo Grupo “Os Curujinhas”, no 1º Festival de Teatro Infantil de Pernambuco, dezembro / 1963.
4. “Os irmãos das Almas”, de Martins Pena. (Prêmio de Direção no Festival Martins Pena, em Alagoas.)
5. “Yerma”, de Garcia Lorca “ Teatro de Amadores de Pernambuco – 1978. (último pedido de Valdemar de Oliveira.)
6. “Jogos na Hora da Sesta”, de Roma Mahieu, para o Teatro de Amadores de Pernambuco – 1980.
7. “Gilberto oitentão”, na Biblioteca Pública Estadual. Recife “ PE “ março / 1980.
8. “Oratório da Paixão”, texto de Maria do Carmo Barreto Campello de Melo. Dramatização acompanhada pela Orquestra de Cordas da UFPE, dirigida por Luis Soler “ 1981. (Igreja do Rosário dos Pretos, Teatro de Santa Isabel, UFPE / Reitoria,etc).
9. “Tempo Cultura “ Crônica de uma Biblioteca”. Dramatização dos 180 anos da História da Biblioteca Estadual. Recife – Pernambuco, 5 de maio de 1982, por Maria do Carmo Barreto Campello de Melo.
10. “Paula – no Hoje-Nosso tempo”, comemorando os 100 anos de morte de Paula Frassinetti, fundadora da Congregação Dorotéia no Brasil “ 1982.
11. “Solilóquios de Yerma”, de Garcia Lorca (adaptação de Geninha da Rosa Borges) para o “1º Encontro da Mulher nas Artes” “ São Paulo 3-12/09/1982.
12. “Oratório da Natividade” “ Texto de Maria do Carmo Barreto Campello de Melo “ (Sudene, Academia Pernambucana de Letras, UFPE, SE/DERTE “ dramatização acompanhada pela Orquestra de Cordas da UFPE, regida por Luis Soler). dezembro/ 82.
13. “A Promessa”, de Luiz Marinho para o Teatro de Amadores de Pernambuco “ 1983.
14. “As lágrimas Amargas de Petra Von Kant”, de Fassibinder “ Janeiro / março de 1987 para o Teatro de Amadores de Pernambuco.
15. “Modos de Homem & Modas de Mulher” – de Gilberto Freyre -”show” por ocasião do lançamento – julho/87.
16. “Casa Grande e Senzala” comemorando os 50 anos do livro “Casa Grande e Senzala” de Gilberto Freyre e, ao mesmo tempo, os 50 anos do Clube Português: colagem de Maria do Carmo Barreto Campello de Melo e seleção de músicas por Rubem Rocha Filho.
17. Participação, por convite, para ilustrar Trabalhos, Conferências, Leitura de peças, Lançamentos de livros, Comemorações, homenagens, etc. Na Biblioteca Pública do Estado, no SESC, no SENAI, no Conselho de Cultura de Pernambuco, na Academia de Artes e Letras de Pernambuco, Academia Pernambucana de Letras, Palácio das Princesas, Prefeitura Municipal do Recife, em Praças do Recife, etc.
18. “Morte e Vida Severina”, de João Cabral de Melo Neto “ Homenagem aos 70 anos do Autor no Teatro José Carlos Cavalcanti Borges “ FUNDAJ “ Derby – junho/90.
19. Direção da leitura de “Entre quatro paredes”, de Sartre “ Promoção conjunta INACEN / Projeto – Exercícios Teatrais – FUNDAJ “ Derby – setembro/90.
20. “A Estrada” de Luiz Marinho (2º Ato) para o Teatro de Amadores de Pernambuco.
21. “Tom Azul” “ Monólogo retirado do Livro de Ana Maria César. (Autoria “ Direção “ Atuação).

CINEMA

Em relação a cinema, entre longas e curtas, participou de vários vídeos e filmes:

1. “O coelho Sai” “ 1939 “ Firmo Neto (Primeiro filme falado, totalmente feito em Pernambuco)
2. “Paraíba, Mulher Macho” “ Tizuka Yamasaki
3. “Baile Perfumado” “ Lírio Ferreira “ Paulo Caldas
4. “O Pedido” “ Adelina Pontual
5. “A Partida” “ Sandra Ribeiro
6. “Memorial de Maria Moura” “ (Interditado)
7. “Olegário Mariano” “ Marcelo Peixoto- FUNDAJ
8. “O Teatro e a Música de Valdemar de Oliveira” “ Sandra Ribeiro
9. “Nois sofre mais nois goza” “ Sandra Ribeiro
10. “Cinqüenta e Cênicos anos de Teatro” “ Pedro Oliveira “ 1996.

 Fonte: PE-A-Z

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