A RECIFE

De repente, é hora de pegar o balde e a vassoura para limpar todos os cômodos. Todos os incômodos. Parar o agito e aquietar-se em momentos de sensatez. Varrer o que faz mal e recorrer a um bem maior: a esperança. Mas recorrer no vazio não muda nada. É preciso mudar de atitude diante das circunstâncias mais difíceis. Desejar o bem ao próximo, ao nosso país e ao mundo, como um todo, pois, na verdade, estamos todos juntos girando numa mesma órbita, num mesmo destino. Destino esse que não repara posições, nem brilhos, nem crachás, mas apenas atitudes.
Quando vejo pessoas esbravejando, xingando, amaldiçoando seja lá quem for, penso no mal dessa energia negativa para todos que estão ao redor, para a comunidade e para o mundo. Neste último trimestre do ano eu desejo que todos procurem agir de forma diferente. Sim, há uma crise, uma crise política, social, ideológica, que anda fazendo mal à população, despertando ódios sem precedentes a animosidades sem sentido. Acredito que todos só desejam uma coisa: que o Brasil dê certo. Para isso não há partidos. Como sempre digo, meu partido é o Brasil e minha religião é o amor. Diante das circunstâncias atuais, façamos o melhor de nós mesmos.
Muitas vezes, é na crise que passamos a pensar diferente, a agir diferente e a mudar de atitude em relação às nossas próprias convicções. Desejo também que as pessoas guardem seus preconceitos num buraco muito fundo, onde ninguém possa achar, nem mesmo elas, e que não desejem nem façam aos outros o que não querem sentir na própria pele. Fechar essa edição me fez pensar muito. As pessoas estão assustadas, com medo de investir em propaganda, em anúncios, mostrando a falta de confiança em si mesmo, nessa hora onde quem aparece é quem faz a diferença. Vamos então agitar os lençóis, tirar o mofo que se formou na acomodação dos tempos ditos mais fáceis, e mudar de atitude em relação ao momento.
Alegria, disposição e vontade de fazer o melhor pode fazer toda a diferença. Lavar todos os cômodos da alma e seguir em frente, confiante, pois dias melhores virão.

Que essa reta final de 2015 seja uma alavanca para grandes mudanças em 2016, principalmente em nós! Termino com uma frase que resume meu pensamento:

“A adversidade desperta em nós capacidades que, em circunstâncias favoráveis, teriam ficado adormecidas”. (Horácio)

Grande abraço.

Taciana Valença.

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