O prefeito Geraldo Julio anunciou, na tarde desta terça-feira (18), o nome do novo regente da Orquestra Sinfônica do Recife (OSR). O pianista e compositor recifense, Marlos Nobre, assumirá o comando interino da OSR após a saída, no último mês, de Osman Gioia, que dirigiu a Sinfônica por cerca de 13 anos. O músico terá a tarefa de propor um novo plano de administração para reestruturar a OSR, que carece de instrumentistas e de instrumentos. A secretária de Cultura do Recife, Leda Alves, também participou da apresentação do novo regente, que aconteceu no Teatro de Santa Isabel.
Na presença dos músicos da Orquestra, o prefeito do Recife explicou como a gestão vem acompanhando a área da Cultura, o levantamento sobre as potencialidades e obstáculos do setor, a escuta feita junto aos trabalhadores e as conversas ocorridas para encontrar um nome forte para reger a Sinfônica. “Estamos muito confiantes com o trabalho que Marlos poderá desenvolver aqui. Ele irá passar alguns meses conosco, para fazer um diagnóstico e encontrar um caminho para que a gente possa colocar de novo a Orquestra num patamar de sucesso, de orgulho, que honre toda a cidade. É um desejo dos músicos, e é o nosso desejo também”, destacou Geraldo Julio.
O novo regente se disse muito feliz com o desafio assumido. “Sei que encontro a Orquestra Sinfônica num momento difícil, mas vamos encontrar soluções. É importante que a Orquestra tenha um momento de pausa, para que eu possa conversar com todos, estudar os problemas; tudo o que os músicos estão reivindicando, para formatar um projeto para o grupo”, explicou Marlos Nobre.
CURRÍCULO – Nascido no Recife, em 1939, Marlos Nobre começou a estudar piano e teoria musical no Conservatório Pernambucano de Música aos nove anos e despontou para a cena mundial. Hoje, ele coleciona um extenso currículo artístico, com premiações em concursos nacionais e internacionais de composição.
Nobre também já dirigiu grandes orquestras do Brasil, como a Sinfônica Nacional, a do Estado de São Paulo e a do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, e de outros países, como a Filarmônica de Londres e a Sinfônica da Venezuela. Recebeu condecorações importantes, como a Medalha de Ouro de Mérito Cultural de Pernambuco (1978); Oficial da Ordem do Rio Branco do Itamaraty (1989); Oficial da Ordre des Arts et des Lettres da França; e Troféu Cultural da Cidade do Recife (2004).

               O músico falou também sobre a importância de planejar não só a parte artística, mas também organizar a parte administrativa. “Também estou vendo a parte da gestão. Não adianta você querer só fazer uma grande orquestra, tem que saber como chegar lá através da difícil trama das necessidades e das possibilidades dos músicos. Mas vamos chegar lá. Minha promessa para Recife é que vocês esperem para ver, essa orquestra vai dar um show”, ressaltou Marlos Nobre.

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