Quantas recordações carregamos dos nossos professores. Cada um com sua característica peculiar. Uns engraçados, outros tidos como verdadeiros carrascos, outros bem pacientes e repetitivos, enfim, tenho certeza que todos nós lembramos dos nossos professores e  alguns em especial pelas características mais marcantes.

Lembro que na 7ª série comecei a desgostar de geografia por causa de um professor. Eu prestava muita atenção nas aulas por que, como era atleta do colégio, sabia que nas tardes teria que dividir o tempo entre o treino e o estudo. Mas, especialmente ele, não soube fazer com que gostasse da matéria e isso me marcou por muito tempo. Ao contrário de uma professora de português que era tida como “tirana” e todos a temiam (inclusive meu irmão repetiu o ano com ela), eu me identificava com sua aula, com a maneira pausada de falar e de ensinar, mesmo sendo exigente e não muito simpática. Inclusive nas aulas dela eu procurava vencer a timidez e quando tinha que ler alguma coisa em sala eu sempre me oferecia para fazê-lo. Ao final do fundamental 2, ela escreveu uma mensagem na minha agenda, dizia que continuasse sempre assim, dedicada e discreta e desejando sucesso. Nossa, isso vindo dela me emocionou muito. Um ato simples, mas de reconhecimento e incentivo, que me fez gostar cada vez mais da matéria.

E tantos outros que marcaram minha vida escolar como um professor de ingês que nos incentivava trazendo um violão para a aula uma vez na semana para que cantássemos em inglês e vários outros que me recordo com admiração e respeito.

Acredito que o trabalho que os professores desenvolvem com seus alunos são fundamentais para estimulá-los ou desestimulá-los. Graças a Deus apenas recordo-me de um que realmente achei ruim, dos demais eu tenho boas recordações e fico-lhes muito grata por tudo.

Percebo que hoje em dia parece que alguns apenas jogam as matérias, deixando que os alunos se virem e estudem, buscando nos livros, computadores e aulas particulares um complemento para o que ensinam nas aulas, ou melhor, para o que apresentam nas aulas. Na verdade não entendo essa mudança, acho que um professor deve sair da sala de aula com a certeza de que seus alunos ENTENDERAM o que foi ensinado. Não compreendo por que essa correria toda, atropelando esse entendimento e jogando para os alunos uma responsabilidade maior do que deveriam ter e a responsabilidade deles mesmos de fazê-los entender. O resultado que tenho visto são alunos recorrendo a aulas particulares, pagando por fora o que é pago para ser ensinado na sua própria escola. Não me recordo de nunca ter precisado de aulas particulares na minha vida e mesmo assim tive uma boa base. Se a desculpa é a concorrência, o “preparar” para concursos futuros e vestibulares, ainda assim não convence, pois sem uma boa base, um entendimento real em sala de aula, esses alunos irão continuar desestimulados para estudarem também fora da sala. Estão gastando um futuro, atropelando etapas. Para que isso? Realmente não entendo.

Clao que não estou generalizando nada aqui, ao contrário, minha intenção é fazer uma homenagem a esses profissionais tão importantes em nossas vidas, mas aproveito para pedir que façam também uma reflexão sobre o que representam em sala de aula, sobre o aproveitamento que seus alunos estão tendo hoje em dia durante as aulas, sobre a maneira como ensinam, como incentivam e como seus alunos os veem.

Devido a importância deles em nossas vidas é que esse texto virou um apelo, pois os resultados dependem também de como estimulam seus alunos. Há professores que jogam a matéria e exigem na prova mais do foi explicado, mais, muito mais do que foi visto. O importante é fazer com que cada aluno goste da sua matéria em primeiro lugar e, acertando, com base nas explicações, sintam-se estimulados naturalmente.

Agradeço hoje a todos os professores que passaram em minha vida, pelos quais tenho muito respeito e admiração.

Parabéns pelo dia!

(Taciana Valença)

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