Pra bailar: Dobradinha de Lucas dos Prazeres e Dino Braia nesta sexta-feira (20)
Músicos levam shows dançantes para o Pátio de São Pedro

No que depender do músico e percussionista Lucas dos Prazeres, e do cantor e compositor, Dino Braia, a celebração do Natal será super dançante. Os artistas, que se apresentam nesta sexta-feira (20), no Pátio de São Pedro, repetem a exitosa parceria iniciada no Carnaval deste ano, levando ao bairro de São José shows bem temperados pelos ritmos brasileiros. Dino faz a pré-estreia do seu primeiro trabalho solo, DNA Brasil, e Lucas debuta com o projeto em que prioriza o canto, substituindo o corpo percussivo por uma banda.

Na apresentação de Lucas dos Prazeres, que inicia às 20h40, o músico decidiu colocar em primeiro plano a sua afinada voz, a serviço de um baile instigado. No repertório, músicas de artistas que Lucas admira e com quem já circulou em turnê, como Pedro Luís, Nação Zumbi, Lula Queiroga e Chico César. Essa é a primeira vez que Lucas dos Prazeres será acompanhado por uma banda, diferente dos seus últimos projetos, onde os instrumentos percussivos dominavam o palco. O suíngue fica por conta da guitarra de Yuri Queiroga, do baixo de Lucas Crasto, da viola de Pepê de Cavaleiro, da percussão de Amendoim, da bateria de Perna, e dos metais, com Parrô no sax, e Deco no trombone.

Desde 2011, Lucas rege a Orquestra dos Prazeres, trabalho autoral em que registra a sua assinatura em todos os aspectos, desde o canto à direção artística, deixando evidente o discurso musical vigoroso, contagiante e envolvente, típico de seus projetos. Em 2013, Lucas liberou sua criatividade e estreou dois espetáculos O Som da(r) Vida, seu primeiro projeto solo, e Repercutir, espetáculo instrumental apresentado no Festival de Inverno de Garanhuns de 2013.

DNA – Diversidade, Natureza e Amor. Esse é o desdobramento do código genético estudado pelo cantor e compositor Dino Braia, no seu primeiro disco solo, DNA Brasil. Produzido por Dino Braia e Roger Freret, com capa de Jorge Du Peixe, da Nação Zumbi e Valentina Trajano, o álbum homenageia algumas das principais referências artísticas de Dino, mostrando em suas composições uma bela mistura de ritmos como maracatu, baião, embolada-rap, frevo e pós-manguebit.

Depois de produzir Alceu Valença por muitos anos, Dino agora investe na sua carreira musical e promete botar o público pra dançar a partir das 22h. A cozinha das sonoridades fica por conta do baixo (Jean), guitarra (João Neto), bateria (Ito Pereira), teclado (Paulo Barreto), sax (Rafael Carneiro), sax tenor (Gilmar Black), trompete (Papa Légua), e trombones (Cleber Silva e Marcone).

O DNA de Dino possui moléculas revestidas de nitroglicerina pura. Os tambores ecoam implacáveis na faixa-título, DNA, em pacífica luta armada com pancadas de maracatu. Em sua artilharia rítmica contra a ganância, a corrupção, a violência, Dino recicla o eterno ideal de mente aberta e paz na Terra reciclada pela pegada pop de Jambolê, a saga real do gatinho que sorveu uma pastilha lisérgica e se perdeu pelas ruas de Santa Teresa, a sucursal olindense mais carioca do planeta.

No disco, Dino fez seu próprio arranjo, em clima de cabaré moderno, para Pra tirar Coco, de Messias Holanda e Hamilton Oliveira. No show de sexta (20), o cantor apresenta uma composição inédita, em parceria com Alceu Valença, Anjo de Luz, com sua metaleira metabolizada na melhor escola de sopros pernambucanos, dissemina o micróbio do frevo através das ladeiras de Olinda, batendo os pés no chão para alcançar as estrelas.

As apresentações integram a programação do Ciclo Natalino do Recife e são gratuitas.

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