Olhe para mim, pai, converse comigo,

ria, brinque, seja o meu melhor amigo.

Aceito um agrado,

mas não diga sempre amém…

Pode até ficar zangado,

e me botar de castigo,

não fico com raiva, não ( e, se ficar, depois passa)…

Estou começando a viver,

preciso do seu apoio,

tenho muito a aprender.

Amo você do jeitinho que é:

às vezes calado, outras expansivo,

às vezes apressado, outras vagaroso,

às vezes alegre, sorridente,

outras ríspido, zangado.

Algumas vezes triste, distante,

mais adiante carinhoso,

prático ou indeciso,

perspicaz ou sonhador…

Nada se compara ao seu amor!

Agora, pai, tenho um pedido a lhe fazer:

com o seu carinho e o seu cuidado,

com as suas palavras, as correções necessárias,

com o seu exemplo, a sua atenção…

conduza-me ao caminho do bem.

Com a sua sabedoria, a sua experiência,

a sua largueza de espírito,

com o melhor dos seus sentimentos

– a sua imensa bondade –

e ainda, com a inteireza do seu caráter,

ajude-me a ser um ser humano de qualidade,

uma pessoa digna, íntegra, feliz!

Miriam Carrilho


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