mudando

 

Dois mil e dezesseis, o ano que parecia não ter fim, terminou.

Ôpa! Só acredito quando der  meia noite!

Brincadeira, foi um ano difícil sim, muito, assim como 2017 não será, digamos, nenhum melzinho na chupeta. O ano que finda nos deixa um legado pesado, mas também um mundo de ensinamentos que, quem prestou atenção, aprendeu (ou ainda não) e quem não prestou vai sofrer mais por não estar devidamente atento e preparado para o que virá.

Porém, não vou entrar em detalhes no momento, pois não cabe para o último dia do ano onde, teoricamente, tudo pode melhorar amanhã, assim que acordarmos. O último dia do ano sempre nos deixa essa ilusão.

O que desejo a todos é que acordemos fortes, conscientes e com um espírito de luta. Energia positiva, sorriso no rosto e vontade de que tudo dê certo. Mas, acima de tudo, desejo que parem um pouco de olhar o próprio umbigo, de ressaltar a própria luz, tantas vezes falsas, forçadas e olhem com mais amor para o próximo, para o mundo como um todo. Percebam a desarmonia que o ser humano conseguiu gerar ano após ano. Perceber isso já muda um pouco.

Olhamos apressadamente para o outro e exageradamente para nós mesmos. Tudo  no mundo está meio en passant. Não há mais o tempo para escutar o outro, para se preocupar amorosamente e sinceramente com seus semelhantes. A maioria nem se dá conta disso, atribuindo tudo à falta de tempo, esse tempo de correr para resolver sua própria vida, ganhar dinheiro e possuir bens, mesmo sabendo que essa correria não leva a nada.

Sou dessas que gosta de ouvir, de observar, mesmo parecendo desligada. O problema é que me ligo às essências e não às superficialidades. Confesso que gente assim sofre mais, porém, vive mais intensamente.

Tirando um pouco do peso desse ano, sei que aprendi muito com ele, vivi experiências fascinantes com os amigos, com as homenagens que fiz no projeto Conversando Perto de Casa, valorizando nossos artistas, conheci pessoas incríveis. Gravei uma música junto com o Som da Terra em homenagem a Claudionor Germano, senti o que é ser candidata a vereadora, me envolvi intensamente nos acontecimentos políticos, me vi despedaçada, triste pelo meu país, mas aprendi muito, procurei me informar o máximo que pude e talvez tenha amadurecido mais em 2016 do que em qualquer outro ano da minha vida.

Tenho que agradecer a Deus pela saúde da minha família, pela recuperação do meu irmão que sofreu uma cirurgia delicada, pela minha fé na vida que continua inabalável, pois acredito que há algo muito maior do que o que vivemos aqui, portanto, todo aprendizado é bem vindo, todo sofrimento e decepção tem um porquê. Valorizo assim cada minuto de alegria e não preciso de muito para sorrir.

Desejo então o de sempre, o que desejo diariamente a todos, que o amor seja maior para com os outros, que essa corrente cresça, que ajudemos uns aos outros, pois essa energia retorna e contagia. Precisamos ser um pouco melhores do que somos a cada dia e querer que o outro possa também viver os momentos de alegria que buscamos para nós.

Dar as mãos num ano que promete muita luta, isso será nossa força principal.

Feliz 2017!!!!

Grande abraço!

 

Taciana Valença

pai e filho

 

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