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Mais ou menos 37°
Coisas de mãe
Não querer que o filho sinta
O impacto de nada

Coisas de proteção…

Pois vai nascer no Nordeste
Pois nas águas do mar
Sentirás a temperatura
Dos nove meses de aconchego
Onde mais forte baterá um coração…

Coisas de mãe
De ensinar a ser bravo
Sustentar ventos de sul, norte e leste
Equilibrar-se mesmo assim
Lugar de cabras da peste
Pois para nordestino
Não há tempo ruim

Pele forte, quase couro
Ritmo que tá no sangue
Criatividade como tesouro
Magia, cultura e artes
Respirando fundo
Somos assim
Multiculturais…

Trabalho movido pelo impulso
De construir…
É fôlego, amigo
Coisas de mãe
De ter esse orgulho danado

Que depois de muito cansado
A gente descansa
Á sombra d’um coqueiro qualquer
Tomando do coco sua água

Ôxe, ninguém é de ferro não,
Apesar da bravura das terras de Lampião
Herdado um quê de Maria Bonita

Coisas de mãe
Ninguém tem mais orgulho que isso não
Mais do que isso estrapola, esborra,
Ultrapassa,
Ser nordestino transborda
Mergulha e deságua
Nesse imenso mar de emoções

(Taciana Valença)

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